Teasers Compilados = Mega Teaser!

Para vossa conveniência, agrupei os dois primeiros teasers de Downspiral num único ficheiro que usa a capa oficial do livro e inclui no final a sinopse disponível na contracapa. Podem descarregar o ficheiro do seguinte link:

https://www.dropbox.com/s/lkv7wchjx6dqnq2/Prel%C3%BAdio%20-%20Teaser.pdf

Aproveito já agora para pedir desculpas por não ter colocado ainda uma ficha de personagem do Alleth como tinha dito que faria. Há dois motivos para tal ainda não ter acontecido. O primeiro é que algumas anotações sobre todas as personagens estão apontadas apenas em papel num caderno que me ficou em Leiria. A outra é que vou recorrer aos serviços de uma talentosa colega minha para me desenhar o Alleth assim que possível, pelo que só vou lançar a ficha quando tiver uma imagem do nosso espiãozinho para ir com ela : )

Até lá, boas leituras!

Downspiral, Agora Com Capa!

Já não passava por aqui há umas semanitas! Convém esclarecer porquê.

Em primeiro lugar, porque tirei umas fériazitas curtas, uns dias com amigos em Braga. Cidade linda da qual só conhecia o Bom Jesus, e a qual tive o prazer de explorar um bocado melhor em boa companhia.

Em segundo lugar, porque estive enterrado até ao pescoço a tratar do livro. Horas e horas e horas trancado no quarto a rever tudo, a ajudar com a formatação, a discutir (num sentido intelectual e amistoso, nada de zaragatas xD) com os meus editores e com a artista gráfica que tratou da fantástica capa que agora vos trago.

Apresento-vos, pela mão de Diana Sousa (estudante de design gráfico e também ela autora publicada), a capa do primeiro volume da saga Downspiral, “Prelúdio”!

O design foi realizado em tempo-record graças à dedicação da Diana, que esteve a trabalhar afincadamente durante vários dias num projecto que passou por várias versões diferentes e passou por algumas complicações até nos decidirmos no modelo que agora podem ver. É uma capa simples mas extremamente eficaz, se mo permitem dizer, e não deixa de ser pela sua humildade de elementos uma capa atraente e bem feita. A textura de fundo foi gentilmente emprestada (e depois adulterada e modelada pela Diana, que lhe adicionou alguns detalhes e modelou sombras) pela sua criadora Ana Ferreira, editora da revista Nanozine, à qual deixo aqui um grande agradecimento (porque além disto foi revisora da primeira parte da obra).

Com a capa feita só falta recebermos o número de Depósito Legal e o livro passar pelas mãos dos meus dois colegas da Editorial Arauto e seguirá para impressão assim que possível. O livro deverá estar impresso dia 20, na sua tiragem inicial de 100 exemplares, e podem contactar-me aqui ou por e-mail (anton.stark.esq@gmail.com) se desejarem adquirir um exemplar antes do lançamento oficial dias 29 e 30 deste mês, no Porto, durante a EuroSteam Con.

Boas leituras!

O Mundo de Eos V – Quipo!

Quipos (assim conhecidos pelo seu piar característico, “Kwip-kwip!”), são uma raça de aves gigantes e incapazes de vôo, autóctone ao continente do qual fazem parte os Extremos do Norte e a Vastidão Miranai. As suas características principais são o bico grande e recurvo, adaptado para a caça de pequenos animais de planície (que constituem a sua dieta principal); as suas patas longas e poderosas; os grandes olhos roxos; a gama de cores das suas penas (que variam entre castanhos, pretos, brancos e azuis-escuros) e as suas cristas e caudas longas. Apesar de altamente territoriais e de possuírem um temperamento difícil, são relativamente fáceis de assustar e, quando domados, mantêm grandes vínculos de lealdade com os seus tratadores.

Nos Extremos do Norte são usados em missões de estafeta, reconhecimento e entregas de correio, por     conseguirem manter velocidades de galope e trote superiores às de um cavalo e durante mais tempo. Os Quipos Brancos dos Reais Correios Amorsleanos são particularmente famosos pela sua rapidez e pela sua cor característica, frutos de uma criação especial.

Os ovos e carne de Quipo são também partes integrantes de várias dietas nacionais, fazendo deste animal um bem vital para muitas famílias dos Reinos.

Quipos selvagens habitam geralmente à beira de florestas. Podem revelar-se  uma chatice para quaisquer viandantes que cruzem o seu território, dados que são a tentar atacar carroças e cavalos com as suas patas e bicos. Mas barulhos e ruídos altos, como berros ou disparos, coloca-los-ão rapidamente em fuga, a não ser que os Quipos em questão estejam a defender um ninho próximo.

(P.S.: em relação à imagem, apesar da minha adulteração na cor dos olhos e umas peninhas na cabeça, o copyright é inteiramente da Square Enix.)

 

Teaser #2 – Capítulos IV a VI, já disponível!

E como o prometido é devido, aqui fica o segundo e último teaser do livro “Prelúdio”. Neste teaser introduzem-se duas novas personagens, que vão ter linhas narrativas diferentes e separadas da do Alleth. Como sempre, podem fazer o download do ficheiro a partir do link da Dropbox:

https://www.dropbox.com/s/9heapmaeyke3mai/Downspiral%20-%20Prel%C3%BAdio%20-%20Teaser%202.pdf

Espero que gostem ; )

Os Problemas das Edições de Autor

Como não sou de mandar as chamadas indirectas ou boquinhas veladas, meto já as coisas preto no branco: as ideias que vou expôr neste post, que surge na sequência de algumas conversas que tenho tido com amigos meus, foram despoletadas pelo livro Um Cappuccino Vermelho, de Joel Gomes, que apesar do que vai ser dito a seguir estimo em conhecer. Convém também dizer queme vou referir às edições de autor no geral, pelo que não se considerem as minhas palavras como um ataque directo ao livro.
As edições de autor são cada vez mais comuns quer em Portugal quer no estrangeiro. Torna-se cada vez mais fácil colocar uma obra à disposição do público por meios próprios, ao invés de tentar a sorte no circuito comercial estabelecido das editoras. Porquê? Mais liberdade, mais economia, visto que as escolhas estão todas a cargo do autor e é para o mesmo autor que reverte o lucro integral da obra.

Há, infelizmente, algo que as edições de autor dificilmente conseguem comprar: a qualidade da revisão e do input de uma editora. Há uma razão fundamental para obras serem recusadas, aparte de pertencerem aos famigerados nichos (Sci-Fi, Steampunk, Fantasia) que ninguém publica neste país. Essa razão é, tão simplesmente: o livro não é bom o suficiente. Pode pecar por conteúdo, com uma história cliché, mal desenvolvida; pode pecar em apresentação, com uma linguagem pouco elaborada ou demasiado rebuscada, uma inconsistência de ritmo (algo de que o Cappuccino é na minha opinião um culpado); pode enfim pecar de mil e uma maneiras diferentes. Isto é, claro, a regra geral, e o que em teoria acontece quando um manuscrito passa pelas mãos de um bom editor. Se calhar nas mãos de um mau editor, bem…Twilight, 50 Shades of Grey, Eragon…Need I say more?

But I digress. A questão fundamental aqui é esta: sem o aconselhamento e palavras de um bom (ou até médio) editor, um autor não sabe bem o que está a fazer, e não tem a noção das suas falhas. Este é o Problema Número 1.

Está claro que o problema pode ser remediado. É possível que conheçamos pessoas que, embora não trabalhem na área da Edição, sejam beta-readers exigentes e nos possam ajudar a esmifrar as falhas do livro e a corrigi-las. Infelizmente em Portugal qualquer pato-bravo que assenta umas frases no papel e as mostra aos amigos e família recebe, em vez de uma crítica honesta, umas palmadas nas costas e umas ocas palavras de encorajamento. Isto, aliado a uns trocos próprios ou dos papás, resulta em verdadeiras tragédias de publicação como é o caso com o livro Crime no Hotel de Tiago Moura (que publicado numa vanity como a Chiado Editora conta como edição de autor para mim) , um rapaz a quem alguma alminha desnaturada fez o grande desfavor de lhe dizer que escrevia bem. Mas ainda bem que referi este caso, porque também nos conduz ao Problema Número 2: A falta de brio.

No caso gritante de Tiago Moura, e em muito menor medida no caso de Joel Gomes (no qual me custa mais chamar à razão porque o próprio admite que o livro tem algumas falhas óbvias), há uma falta de brio que é sintomática do nosso espírito perante o trabalho. Fez-se algo em grande, tudo muito certo, acabar um livro não é toda a gente que faz. Optou-se pela edição de autor e pediu-se a uns amigos para lerem. O público aplaude e pede mais. Infelizmente o público no geral é um péssimo avaliador da qualidade seja do que seja. E quando de entre amigos e conhecidos se ergue uma vozinha que diz “devias mudar isto” ou “isto é uma falha, corrige”, tem-se a mania de contrapôr com “Mas quem já leu gostou desse bocado”. E daí, que interessa isso? Cada opinião deve ser examinada e tido em conta individualmente. Não interessa se 30 mil pessoas gostam do que está escrito, se uma diz que há uma falha vai-se rever a dita cuja. Se for mesmo falha corrige-se, se for só implicância do crítico passa-se à frente. Isto aliado à nossa costumária atitude de “meia-bola e força” e de “Não há problema que ninguém nota/quer saber”, gera atitudes que não deveriam ser aceites.

Falando particularmente sobre o livro do Joel, o que me chateia no caso dele é que publicou o livro estando ciente de que ele tinha falhas. É uma atitude danosa, na minha opinião. Tiago Moura por certo foi banhado em elogios, dada a sua jovem idade, e ninguém teve a coragem de o tirar do seu pedestal e lhe dizer que o livro dele não presta, que é lixo. Portanto que outra maneira teria ele de saber, ofuscado pela sua própria glória? Mas no caso do Joel ele sabia, e publicou à mesma. É mau, mas enfim. Cada um faz o que quer com o dinheiro, e se uns publicam os outros compram, nada contra. Sou apenas contra vender produtos defeituosos. Se não temos consciência do defeito a culpa não é imediatamente nossa, mas se temos, então a culpa é só nossa. E nesse aspecto há muita, muita mais gente com muitas e mais gravosas culpas no cartório que o Joel.

EDIT: Antes que as minhas palavras possam ser mal-interpretadas: o meu uso das palavras “pato-bravo” é uma generalidade e não é lançado directamente contra  Joel Gomes, mas antes contra muitos papalvos e saloios que juntam duas frases e se acham escritores.

 

Sobre os Concursos Literários em Portugal

Rápido: para que serve um concurso literário? Para premiar novos e desconhecidos talentos que por aí andem, escondidos nos cantos e envergonhados de trazer ao de cima os seus fenomenais trabalhos?

Se pensaste assim: estás errado. Pelo menos em relação a Portugal.

You see, há dois grandes males a afectarem os concursos literários portugueses. São aliás dois (senão OS dois) grandes males que permeiam todo o funcionamento da nossa sociedade: Cunhas & Elitismo. Poderia dizer-se, e muitas vezes nos queixamos, de que estas características são os empecilhos do nosso sistema. Convençamo-nos: são parte do sistema, tal como ele está construído. Mas antes que eu me desvie demasiado, os concursos.

Enquanto que lá fora a generalidade dos concursos tende a galardoar a originalidade de temas e a qualidade de escrita quando os concursos são de, digamos assim, tema aberto, a verdade é que há milhentos concursos a ocorrer, sobre os mais variados géneros e temáticas. Logo, um autor estrangeiro de, digamos, Ficção Científica, não tem de se limitar a jogar no mesmo campo que contistas de Fantasia, ou apaixonados do Romance Histórico, etc. Cá, dada a reduzida dimensão do nosso espaço cultural, os concursos literários costumam ou ser tão circunscritos a um tema que se torna difícil participar neles, de tão apertada que nos fica a imaginação; ou, por outro lado, são concursos gerais. É aquilo que gostamos, enquanto povo, de fazer na cozinha, a ser aplicado à Literatura: abram a panela e enfiem tudo lá para dentro, a ver o que é que daqui sai. Não costuma sair coisa boa.

PRIMEIRO, e aproveitando o seguimento da analogia, o concurso está desde logo decidido se algum dos participantes tem um parente ou um amigo da família no júri. É a boa e velha moda do “tachinho”. Eça chamava-lhe “panelinha”, esse aglomerar de boas vontades chovidas sobre um grupo selecto. Lembram-se do concurso da Coca-Cola há uns anos? Vi contos incríveis a participar. Os vencedores eram uma lástima. Porquê? “Tachinho”, quase seguramente.

MAS, não queiramos implicar as cunhas em tudo. Porque nem todos os júris têm amigos ou parentes a concorrer. Então como desabaratar logo metade dos participantes? Uma boa e velha demonstração de elitismo literário, pois então! Entendam, os organizadores dos concursos literários em Portugal têm culpas no mesmo exacto cartório que as grandes editoras: não querem géneros novos, Deus e os santinhos nos livrem, não querem cá experiências com a língua, experiências temáticas, em suma, nada que seja novo na escrita. Querem frases rebuscadas (“Ele até sabe o que é o esternocleidomastóideu!”), querem palavrões e verborreio, querem as grandes temáticas, a Morte, a Vida, a Liberdade, a Pátria, o Homem!…O que quer dizer que se escreveram um brilhante conto de Fantasia, ou Steampunk, ou Ficção Científica, podem tirar o cavalinho da chuva. Num concurso de tema livre, em Portugal, nunca nada disso há de triunfar.

A não ser, claro, que tenham um tio, primo, enteado, avô, ou amigo dos papás no júri. E mesmo aí, devem ter de fazer um choradinho.

Opinião sobre a Nanozine Número 6 – Rui Alex

O desenhista Rui Alex, que dá pelo nick de Jackolta, foi, tal como eu, um dos participantes no último número da revista Nanozine (com uma soberba banda desenhada). Publicou no seu blog do Sapo a sua opinião sobre a revista, incluindo algumas palavras extremamente generosas sobre o meu conto “Uma Corda Quebrada” e sobre a entrevista que dei. Podem ler as suas palavras na íntegra aqui:

http://jackolta.blogs.sapo.pt/1996.html?view=972#t972
Os meus agradecimentos ao Rui por ter gostado do conto : ) Foi pena, concordo, que não tivesse muito steam, apenas umas pinceladas fugazes em pano de fundo. Mas, enfim, no mundo de Eos nem tudo gira ao compasso das engrenagens e do fogo das caldeiras. De qualquer modo, é sempre óptimo ser-se apreciado.
Podem conversar com Rui Alex e encontrar mais do seu trabalho nas seguintes plataformas:

DeviantArt: http://jackolta.deviantart.com/

Goodreads: http://www.goodreads.com/author/show/5099259.Rui_Alex?auto_login_attempted=true

Blogspot: http://jackolta.blogspot.pt/

WordPress: http://jackolta.wordpress.com/
Cheers!

O Mundo de Eos IV – Introdução ao Fluxo

O Fluxo é a energia vital que permeia toda a Matéria no universo em que Eos se insere. É a corrente de “átomos últimos”, os constituintes de tudo o que existe. É do Fluxo que surgem as almas dos seres vivos (que mais não são que energia anímica “emprestada” pelo Fluxo e que a ele regressam aquando da morte…se não se desviarem pelo caminho); é no Fluxo que se encontram os Deuses, que são pouco mais que almas que não se voltaram a juntar ao resto da energia bruta do Universo e possuem alguma medida de identidade e controlo sobre ela (mais sobre isso noutro post).

O Fluxo actua como a corrente que é, vagando ciclicamente dentro de cada mundo, nuns lugares mais denso e noutros menos. Fenómenos como fontes de Fluxo são extremamente raros (há apenas dois locais onde tal se verifica permanentemente nos Extremos do Norte), mas ocorrem.

Menos rara, mas ainda assim bastante, é a aglomeração e condensação do Fluxo em pequenos cristais. A estes chamamos Essência.

Nanozine Número 6 – Edição Steampunk

Nano 6A capa extremamente bem conseguida que vêem aqui à esquerda é a da 6ª edição da revista Nanozine. Este é um número dedicado ao Steampunk, e inclui contos, poemas, reviews a livros do género e algumas surpresas. Falando em surpresa, não só este número inclui um conto meu (“Uma Corda Quebrada”, cuja acção decorre na cidade de Remos, em Fund) como, durante o (longo) processo de edição que a revista sofreu, foi-me pedida uma entrevista sobre o status quo do Steampunk em Portugal, na minha qualidade de escritor emergente do género. Aqui ficam desde já os meus sinceros agradecimentos às editoras Ana Ferreira, Alexandra Rolo e Leonor Ferrão pelo voto de confiança demonstrado.

Quanto à revista, podem adquiri-la em versão impressa, a cores ou a preto e branco, a partir do site da Euedito.com OU pode descarregá-la de graça a partir do seguinte endereço (perfeitamente seguro):

https://www.dropbox.com/s/r0x9vdl8kv6mrmb/Nanozine6.pdf